regras de segurança e uso permitido

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As regras para levar power banks em voos mudaram significativamente, e é crucial que os passageiros estejam cientes dessas alterações para evitar contratempos no embarque. A atualização das diretrizes, promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), reflete uma resposta à crescente preocupação com a segurança de baterias de lítio, que podem superaquecer e até causar incêndios em cabines. Neste contexto, este artigo detalha cada aspecto das novas normas sobre o uso de power banks em aviões, discutindo o que mudou, o que é proibido e como os passageiros podem se preparar adequadamente para suas viagens.

Power bank no avião em 2026: o que mudou e o que é proibido

A regulamentação atualizada estabelece um limite seguro para o transporte de power banks em voos. O que anteriormente poderia ser uma preocupação menor agora requer mais atenção por parte dos passageiros. As companhias aéreas brasileiras, incluindo Gol, Latam e Azul, adotaram novas diretrizes que restringem o uso de dispositivos com capacidade acima de 100 watt-hora (Wh). Este limite visa garantir a segurança a bordo, dadas as evidências de incidentes relacionados a baterias de lítio.

O passageiro agora deve estar ciente de que, para modelos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh, é necessário obter aprovação prévia da companhia aérea antes de embarcar. Qualquer dispositivo acima de 160 Wh é explicitamente proibido em voos comerciais. Não apenas isso, mas o uso de um power bank para carregar dispositivos enquanto estiver dentro da aeronave é desaconselhado, e sua recarga é totalmente proibida durante o voo.


Essas alterações se derivam de incidentes anteriores que despertaram a atenção das autoridades de aviação. Por exemplo, um episódio em janeiro de 2026, que resultou no desvio de um voo da Latam devido a um power bank, trouxe novamente à tona a urgência em revisar as regras existentes. Com isso, as regulamentações brasileiras foram alinhadas com práticas já estabelecidas em regiões como os Estados Unidos e Europa.

Por que as companhias aéreas estão restringindo o power bank em 2026

As preocupações com segurança são a principal razão pela qual as companhias aéreas tornaram as regras mais restritivas. As baterias de lítio, que são comuns em power banks, possuem um histórico de incidentes em voos, gerando riscos como superaquecimento e incêndios. Com a incidência de tais eventos aumentando, a resposta das autoridades foi rápida e decisiva.

As diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) foram recentemente incorporadas na regulamentação brasileira pela ANAC, reforçando ainda mais a segurança aérea. A atualização não é um capricho das companhias aéreas, mas uma medida de segurança fundamental para proteger não apenas os passageiros, mas também a tripulação e a aeronave.

Qual o limite de capacidade permitido, entenda os Wh e mAh do seu carregador


Para entender melhor o que significa a capacidade em Wh, é fundamental saber como isso se relaciona com os miliampères-hora (mAh). A ANAC utiliza watt-hora (Wh) como padrão, pois essa métrica reflete a quantidade total de energia que uma bateria consegue armazenar. Por outro lado, o mAh indica a capacidade elétrica, mas não é uma medida direta da energia total.

A conversão entre mAh e Wh é fácil, utilizando a fórmula:

Wh = (mAh × V) ÷ 1.000

onde V é a voltagem, frequentemente 3,7V para a maioria dos power banks. Por exemplo, um power bank de 10.000 mAh teria uma capacidade de 37 Wh, permitindo seu transporte sem restrição. Em contrapartida, um power bank com 30.000 mAh e 3,7V produz 111 Wh, exigindo a aprovação da companhia aérea para seu transporte.

A ANAC enfatiza a importância de que os dispositivos tenham a capacidade em Wh claramente impressa neles, visando evitar confusões principalmente em conceitos mais genéricos. Ao embarcar, se o power bank não tiver essa informação, é melhor procurar esclarecimentos para evitar surpresas desagradáveis.

Onde guardar o power bank dentro do avião, o que as companhias exigem

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O local onde o power bank deve ser guardado durante o voo é igualmente importante. Não basta que o dispositivo esteja na bagagem de mão; ele deve ser acessível e visível. As companhias aéreas, como Gol e Latam, recomendam que o carregador portátil seja armazenado em um bolsão ou sob o assento à sua frente. Essa exigência permite que a equipe da aeronave identifique e intervenha rapidamente em caso de qualquer anomalia.

Essas regras refletem a intenção das companhias de maximizar a segurança a bordo. As medidas não visam apenas a proteção dos passageiros, mas também o bem-estar dos tripulantes e o funcionamento adequado da aeronave.

O que acontece se você embarcar com um power bank fora das regras

Conforme as novas normas, a infração pode resultar em várias consequências, desde a proibição de embarque até o confisco do poder bank. Se um dispositivo for encontrado acima de 160 Wh, ele será descartado antes do embarque, geralmente sem qualquer opção para reembolso. O mesmo se aplica a power banks que não tiveram a autorização prévia para aqueles entre 100 Wh e 160 Wh. Aqui, a companhia pode decidir pelo impedimento de uso ou descartar o dispositivo.

Para aqueles que têm dúvidas sobre suas baterias, a recomendação é clara: é aconselhável entrar em contato com a companhia aérea com uma antecedência mínima de 48 horas. Isso fornece um prazo suficiente para esclarecimentos e pode evitar surpresas e dores de cabeça no dia da viagem.

Regras internacionais, o que muda se você viajar para fora do Brasil

As normas em vigor no Brasil estão em conformidade com padrões internacionais, mas há nuances que devem ser observadas, especialmente em viagens para o exterior. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, as regulamentações são semelhantes às brasileiras, mas a EASA (Agência Europeia de Segurança Aérea) proíbe o despacho de baterias de lítio, um ponto que deve ser levado em consideração.

Por outro lado, alguns países, como a China, implementaram regras ainda mais rigorosas, limitando consideravelmente o uso de power banks. Portanto, se você está planejando viajar internacionalmente, é vital dar uma conferida nas diretrizes da companhia aérea e do país de destino, uma vez que o que pode ser permitido no Brasil pode não ser aceito em outros locais, especialmente durante escalas.

Frequently Asked Questions

Posso levar um power bank de mais de 160Wh no avião?

Não. Qualquer power bank com capacidade acima de 160 Wh é estritamente proibido em voos comerciais e será confiscado antes do embarque.

Qual é a capacidade máxima de power bank que posso levar a bordo?

Você pode levar power banks até 100 Wh sem qualquer restrição. Modelos entre 100 Wh e 160 Wh requerem autorização da companhia aérea.

Posso carregar meu celular com meu power bank durante o voo?

É desaconselhado usar o power bank para carregar outros dispositivos durante o voo, e a recarga do próprio power bank é proibida.

Onde devo guardar meu power bank dentro do avião?

Ele deve ser mantido na bagagem de mão e deve estar acessível e visível, como no bolsão da cadeira ou sob o assento à sua frente.

O que acontece se eu embarcar com um power bank em desacordo com as novas regras?

As consequências podem variar de confisco do dispositivo a proibição de embarque, sem direito a reembolso.

Devo verificar a capacidade do meu power bank antes de viajar?

Sim. É altamente recomendável verificar a capacidade, especialmente se você estiver viajando internacionalmente, onde as regras podem ser mais rígidas.

Conclusão

Para garantir uma viagem tranquila e sem imprevistos, é fundamental que os passageiros estejam cientes das novas regras sobre o transporte de power banks nos voos. Com as constantes atualizações das diretrizes para a segurança aérea, cada viajante deve se preparar adequadamente, informando-se sobre a capacidade do seu dispositivo, os locais corretos para armazená-lo e as políticas da companhia aérea. Dessa forma, você estará não apenas respeitando as normas, mas também contribuindo para a segurança de todos a bordo. Então, nunca subestime a importância dessa preparação, pois ela pode fazer toda a diferença em sua experiência de viagem.